sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O MESTRADO

Em meados de agosto de 2004, tomei uma decisão que viria a se tornar a mais importante e marcante de minha vida. Fiz as provas de seleção e acabei sendo admitido no mestrado na USP, na área de Letras, para estudar Literatura Brasileira. Foi uma luta árdua. Primeiro, porque eu e minha ex-esposa nos separamos logo no início dos trabalhos, o que acabou atrasando todo o desenvolvimento da minha pesquisa. Segundo, porque tive muitas dificuldades para conciliar os dois empregos que já tinha na época (a Faculdade e a Prefeitura) com as exigências de dedicação, leitura e escrita necessárias a uma boa produção. Terceiro, porque havia uma vida acadêmica correndo paralelamente, exigindo apresentações em Congressos e Seminários e provocando um desgaste psicológico adicional em função de meu medo de me expor a um público especializado.
Fui levando tudo isso da maneira que podia, mas os prazos foram se encerrando e, no início de 2oo8, teve início uma verdadeira contagem regressiva para o depósito da dissertação. Escrevi, reescrevi, li, reli, corrigi, recorrigi milhares de vezes o texto que iria entregar. Nunca me dediquei tanto e tão intensamente a uma causa. O título de mestre e a boa aceitação da minha dissertação consistiam no meu único farol, em direção ao qual singrava decido e resoluto.
Por causa dessa batalha contra o tempo, em meados de março parei de frequentar a academia. Até então eu não fora muito assíduo nem muito preocupado com os resultados, mas pelo menos conseguia manter uma regularidade nos treinos. Mas a coisa engrossou, havia pouco tempo e muito a fazer, os dias urgiam, cada segundo era importante. O resultado dessa parada brusca, acelerado por outros fatores agravantes, foi sentido rapidamente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário